Cheguei ontem a Chult. A famosa península repleta de mistérios
e aventura, a sua selva é extensíssima e a visão que a viagem de barco me
ofereceu da sua costa é tanto fascinante como aterradora.
Consegui alojamento numa acolhedora e caricata estalagem em Port
Nyanzaru, a Thundering Lizard. A estalagem é bastante típica, frequentada por
aventureiros e exploradores principalmente. Há animação constante, barulho
zaragatas e muito pouca sobriedade. Estou neste momento a comer uma bela
refeição matinal, ainda é madrugada e o Sol apenas espreita no horizonte, um
forte calor já se faz sentir por toda a cidade e há toda uma azáfama lá fora.
As pessoas correm para um lado e para o outro. Para um local tão recatado há
imensa atividade, principalmente a esta hora matutina.
Há anos que esperava por este dia. Sou originário de Volgium,
uma pequena vila no Norte de Faerûn. A sua existência e subsistência depende
muito de Hundelstone, a cidade onde fiz os meus estudos como arqueólogo. Após
os meus estudos e nas poucas expedições que fiz, encontrei relatos e vestígios
da existência de uma secreta e perdida cidade anã nesta península, além disso
numa das minhas investigações à grande e pouco frequentada biblioteca de Hundelstone,
encontrei também um mapa de uma cidade anã que não está documentada em lado
algum, creio que pode ser mais uma pista para esta cidade perdida em Chult.
Após esta descoberta defini o objetivo de encontrar esta cidade e demonstrar a
grande força da nossa história e da grande raça que é ser anão. Por isso vim
para Chult, para explorar e vasculhar toda esta selva e encontrar a cidade que
vim procurar. Nem que para isso tenha de levantar todas as pedrinhas que
encontrar.
21st Tarsakh, 12.00am
Estou na selva há horas. Os poucos caminhos que existem
depressa se veem cobertos de vegetação e demonstram o pouco movimento que
existe nesta selva. Mesmo assim embrenhei-me por estes percursos tortuosos, mas
confesso que me sinto novamente perdido. O mais incrível disto tudo é que os
mapas que existem apenas marcam as principais cidades existentes. Não há mais
cartografia além dessa, o que se revela uma grande oportunidade para mim
enquanto cartógrafo. Todo o percurso que conseguir fazer nesta selva se o
conseguir mapear convenientemente, o meu nome e o da raça anã ficará para a
história. O que para já é um desafio visto que toda a selva está infestada com
animais perigosos. Aranhas, ratos, dinossauros e cobras, muitas cobras e eu
odeio cobras. Terei de arranjar ajuda ou talvez um guia, mas por agora vou
focar-me em encontrar o caminho de volta a Port Nyanzaru.

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